Tag: fisl10

Apresentando XMPP4R-Observable

Posted by – 08/09/2009

Há apenas alguns dias fiz uma apresentação no FISL10 sobre a utilização de XMPP PubSub com Ruby e sobre um fork de uma biblioteca popular à qual acrescentei os rudimentos do PubSub. Naquela mesma apresentação listei uma série de problemas que aquela abordagem tem e falei sobre um roadmap para o futuro…

Acontece que acabei me convencendo de que não posso utilizar o PubSub no lado XMPP da biblioteca e uma forma de periodical pooling no lado Ruby. Resolvi, então, substituir a biblioteca que havia forkado por uma versão Observable, preservando as coisas boas do XMPP4R-Simple. O resultado chamei de XMPP4R-Observable, e acabo de publicar no GitHub.

Uma boa parte do código está coberta por testes (e “roubei” alguns dos testes da própria XMPP4R-Simple)… pretendo cobrir o restante ao longo do tempo (contribuições são bem-vindas). Por hora, chamei esse primeiro release de versão 0.5.1 e acrescentei um .gemspec para gerar um .gem automaticamente… No entanto, o GitHub ainda não publicou o .gem… Quando publicar, para instalá-lo deve ser tão simples quanto:

bash# gem sources -a http://gems.github.com
bash# gem install spectra-xmpp4r-observable

Não deixem de reportar qualquer erro. Happy hacking.

Update 2009-09-13 10:29:00: Acabo de confirmar que o .gem foi publicado pelo GitHub.

Update 2009-10-10 20:21:00: O .gem do XMPP4R-Observable vai ser mantido no GemCutter, a partir de hoje.

Mitos sobre o FISL #2

Posted by – 07/07/2009

Continuando a série, hoje vou falar sobre outro mito frequente sobre o FISL: utilização política do FISL e do trabalho de seus voluntários.

Esse é um assunto muito delicado. É realmente muito difícil nivelar o que as pessoas chamam de utilização política. Em última instância, estamos sempre fazendo política, e, como disse no meu artigo anterior, o FISL é também filosófico/político by design. Se baixarmos muito o limiar do que chamamos de utilização política, logo qualquer reunião de bar vira utilização política, entendem?

Para fins desse artigo, vou “inventar” uma definição de acordo com o que, em média, eu percebo seja a crítica que o FISL recebe: que pessoas/grupos/comunidades se utilizem do FISL como plataforma eleitoral, ou mesmo como palanque. Embora essa seja uma definição mais para “utilização partidária”, vou me ater à definição utilizada pelas críticas.

Em um evento que acaba de completar uma década, já tivemos pelo menos 6 sufrágios que importam (estou incluindo 2010, embora eu próprio não ache que seja válido incluí-lo): 3 para Prefeitura/Câmara de Vereadores de Porto Alegre (não acho que outra prefeitura importe, já que o evento ocorre aqui) e 3 para Presidente/Congresso Nacional e Governador/Assembléia Legislativa do RS (também não acho que o pleito de outros estados importe, pelas mesmas razões).

Em primeiro lugar, devemos fazer um apontamento importante: antes de 2004 o FISL era organizado pelo pessoal original, composto principalmente de funcionários públicos (FISL1 à 4, 2000-2003) agrupados em torno do PSL-RS e das bases do PSL-Brasil. A isso chamo de era pré-ASL. No final de 2003 a ASL foi fundada e passou a ser a entidade jurídica responsável pelo FISL (e por um punhado de outros projetos), logo os FISLs a partir de então eu coloco na era pós-ASL, muito embora pessoas ligadas apenas aos PSLs participassem da organização do FISL e não era requerido (como ainda não é) que o indivíduo seja associado à ASL.

Na abertura do FISL1 (2000) houve participação do então governador do RS, Olívio Dutra (PT) e do então prefeito de Porto Alegre, Raul Pont (PT). Naquele ano ocorreram eleições para Prefeitura em que o vencedor foi Tarso Genro (PT), licenciado em 2002, tendo assumido seu vice: João Verle (PT). Esse é o primeiro dos dois anos em que, segundo a minha definição, a possibilidade de ter ocorrido utilização política do FISL não pode ser descartada. Eu não me lembro o que disseram Governador e Prefeito na abertura…

Na abertura do FISL2 (2001) também houve participação do governador Olívio Dutra, mas o prefeito Tarso Genro enviou o vice-prefeito João Verle (PT). Não haviam eleições esse ano, mas no ano seguinte Tarso Genro concorreria ao governo do RS (veja abaixo)…

Na abertura do FISL3 (2002) também houve participação do governador Olívio Dutra e do então prefeito João Verle. Esse é o ano em que ocorre, na esfera federal a eleição do Presidente Lula, e por isso considero que, também nesse ano, a possibilidade de ter ocorrido utilização política do FISL não pode ser descartada.

O prefeito João Verle compareceu ao FISL 4 em 2003 para lançar o “Porto Alegre GNU/Linux” (uma distribuição que não foi adiante criada pelo pessoal do Debian-RS ); no entanto isso importa pouco dentro da definição que estou usando, já que os candidatos eram Raul Pont (PT), José Fogaça (PPS), Onyx Lorenzoni (PFL. não… não é meu parente), Vieira da Cunha (PDT), Mendes Ribeiro Filho (PMDB), entre outros. Além disso, a eleição ocorreu em 2004, e o eleito foi José Fogaça… portanto, se houve “utilização política” do FISL em 2003 pelo PT (o partido “acusado” mais frequentemente nas críticas que leio) ela só serviu para levá-lo a derrota.

De 2004 a 2008 não houve participação do prefeito Fogaça no FISL, apesar de ser convidado todo ano (afinal, o cara é prefeito da cidade!).

No pleito de 2008, em que José Fogaça foi re-eleito, os adversários eram Maria do Rosário (PT), Manuela (PC do B), Luciana Genro (PSol), Onyx Lorenzoni (PFL), Nelson Marchezan Junior (PSDB), entre outros. Não ocorreu nenhuma participação desses candidatos no FISL… No entanto, eu próprio fui a um evento da candidata Maria do Rosário (que é Deputada Federal) para expressar a insatisfação com o projeto de lei do Sen. Azeredo… Fui na condição de cidadão preocupado, já que não sou filiado a partido algum, e, de qualquer forma, o FISL9 já havia encerrado fazia tempo e estávamos preparando o FISL10 (assunto que não foi abordado na conversa com a Deputada). Novamente, se houve “utilização política” por parte do PT, ela só pode ter levado a nova derrota. (Se eu fosse candidato, evitaria me envolver com o FISL, já que esse envolvimento parece pé-frio). A candidata Manuela fez seu site utilizando Software Livre e anunciou isso publicamente, mas não participou do FISL9.

Na esfera federal / estadual o primeiro pleito que importa é o de 2002, quando Lula tornou-se presidente e Germano Rigotto (PMDB) tirou o PT do governo do estado do RS (derrotando Tarso Genro – PT e Antônio Brito – PPS). O governador anterior era Olívio Dutra, qua havia participado das aberturas de todos os FISLs (mais um exemplo de como o FISL é pé-frio). No entanto, Lula não sabia sequer o que era Software Livre nessa época (confessado, em seu pronunciamento no FISL10). Germano Rigotto, esteve na abertura do FISL4 (2003), mas durante seu governo, os avanços que o pessoal que trabalhava no Banrisul conseguiu foram jogados pelo ralo, algo que foi amplamente divulgado pelo PSL-Brasil e PSL-RS. Nessa luta eu também me envolvi marginalmente, mas não conseguimos nada. Quando me refiro ao “pessoal que trabalhava no Banrisul”, incluo alguns dos organizadores da época pré-ASL… em sua maioria funcionários públicos de carreira, o que exclui a utilização política na esfera estadual nesses FISLs. Recentemente o ex-governador Germano Rigotto tem procurado saber mais sobre o Software Livre, e temos enviado informações para sua assessoria quando solicitados. Independentemente de partidos, o Software Livre deve prevalecer… essa é uma das missões da ASL.

Em 2006, como sabemos, Lula (PT) foi re-eleito e o governador Rigotto foi derrotado pela atual governadora Yeda Crusius (PSDB), que, também, nunca compareceu ao FISL. Na edição daquele ano ela foi convidada e chegou a confirmar a vinda, mas não compareceu. No ano anterior (2005) convidamos tanto o presidente quanto o então governador Rigotto, mas nenhum compareceu.

No FISL10 estavam presentes, que eu tenha visto, o Presidente da República, 3 de seus Ministros, a Deputada Manuela, o Deputado Paulo Pimenta (PT) e o prefeito de Porto Alegre José Fograça (agora no PMDB). Em nenhum momento foi mencionado o pleito de 2010 (não duvido que seja, caso eles compareçam no FISL11, mas isso é outra história), a provável canditada Dilma fez um discurso extremamente chato, apenas falando sobre números de utilização e adoção do Software Livre (e em números de outras coisas), o Marcelo Branco (coordenador-geral da ASL) e o Presidente fizeram discursos mais apaixonados, mas nenhum vínculo eleitoral sequer foi mencionado.

O que expus acima encerra a lista de pleitos em que poderia ter ocorrido alguma utilização política do FISL segundo a minha definição. De todos, fico em dúvida em apenas 2 FISLs (FISL1 e FISL3), ambos na era pré-ASL. Se esse mito de utilização política do FISL algum dia foi verdadeiro, isso ocorreu há algum tempo. No entanto, tem um outro mito que roda frequente nessa época pós-FISL: que seus organizadores o utilizam para fins políticos. Isso é bem mais difícil de entender, uma vez que os poucos funcionários públicos remanescentes do grupo original que começou o FISL (ou que se juntaram a ele ao longo dos anos) e que fazem parte da organização do evento têm cada vez menos envolvimento com a ASL e, de qualquer forma, não seriam beneficiados ou prejudicados pelas mudanças políticas já que a maioria é funcionário de carreira. Na realidade, há uma “norma de consenso” extraída da última assembléia dos sócios da ASL que, se possível, ninguém com ligações à esfera pública deve fazer parte do conselho da ASL. Esse é o motivo pelo qual não me candidatei ao conselho no ano passado (minha esposa é funcionária pública). Além disso, nenhum membro do conselho desde que ele foi formado em 2003, concorreu a nenhum cargo público.

Voltando a apenas uma questão pontual com relação a vinda do Presidente da República: nós o convidamos desde sempre, muitas vezes anunciando que o fazemos. Faríamos isso fosse ele o Lula ou fosse quem fosse, e continuaremos fazendo. O fazemos pelo mesmo motivo que a Festa da Uva (por exemplo) o faz: para chamar atenção para a nossa causa. Ninguém pode negar que uma visita presidencial gera repercussões. Embora muitos possam criticar o FISL por querer chamar atenção para si mesmo, ninguém pode negar que, ao fazer isso, o próprio Software Livre fica em evidência, o que concorre para um dos principais objetivos da ASL: “fazer com que o Software Livre seja amplamente incluído na sociedade”.

Sim, o Presidente veio em 2009, com um pleito (em que ele não é candidato) marcado para 2010… mas e se ele viesse em 2007? Sim, poucos sabem, mas em 2007 ele havia confirmado presença (mas não veio). Quem esteve no FISL8 deve lembrar que a parte de exposições havia sido organizada de uma forma quase circular (com a Arena bem no centro)… Aquilo não foi acidental… Tivesse o Presidente comparecido, já estávamos preparados para recebê-lo. Pena que ele não veio… No ano corrente tivemos a resposta durante o evento, quando a maioria do Comitê Organizador nem acreditava mais em sua vinda. Fizemos o que pudemos e muitos trabalharam virando noites para tentar adaptar o FISL10… Entendo que não agradamos a todos, mas acredito que fizemos todo o possível para esse fim (exceto “desconvidar” o Presidente 😉 ).

Mitos sobre o FISL #1

Posted by – 01/07/2009

Muita coisa está sendo dita sobre o FISL, tanto de bom quanto de ruim, como
sempre acontece. É sempre um tal de alguém cobrar mais palestras técnicas, ou
de dizer que o FISL é essencialmente político, ou de cobrar prestação de
contas. Mais do mesmo, vindo, invariavelmente, das mesmas pessoas. No entanto,
o FISL10 gerou mais feedback positivo do que o contrário. Mesmo com a
“interdição” parcial que sofreu no terceiro dia. Logo, antes de começar, quero
agradecer a presença e participação de todos.

Com esse artigo eu começo a abordar alguns desses mitos… O primeiro: O FISL
é um evento essencialmente político.

Esse é facilmente rebatido. Basta uma pequena olhada na grade de
programação
. Com a ajuda de um
pequeno one-liner bash / perl, dá pra ver que são 204 palestras técnicas
contra 175 não-técnicas:


spectra@harad:~$ wget -q -O /dev/stdout http://fisl.softwarelivre.org/10/papers/pub/ | perl -lne '$i++ while m/=.tech_track_[0-9]+/g;END{print $i}'
204
spectra@harad:~$ wget -q -O /dev/stdout http://fisl.softwarelivre.org/10/papers/pub/ | perl -lne '$i++ while m/=.non_tech_track_[0-9]+/g;END{print $i}'
175
spectra@harad:~$

Claro, os critérios para classificar algo como técnico ou não-técnico são
subjetivos, e emanam do Comitê de Programa. No entanto, nenhum “Case” foi
considerado técnico, assim como as provas da LPI ou a maioria esmagadora da
trilha de Ecossistema. Só por isso dá para perceber um viés para considerar
coisas técnicas como sendo não-técnicas (talvez o Comitê de Programa esteja
escaldado, sei lá). Logo, na realidade, há uma proporção ainda mais favorável
a sessões técnicas do que os 53,8% demonstrados acima.

Facilmente, também, se percebe que os que quisessem seguir um caminho
puramente técnico teriam de 3 a 8 alternativas concorrentes no mesmo horário
(exceto na abertura, no horário prévio ao encerramento e no encerramento do
FISL, embora isso também seja questionável). Tendo participado do processo do
Comitê de Programa, me entristece ler ou ouvir comentários como “O FISL é
político”. Como vimos, isso, além de ser uma simplificação, é um erro. O FISL
é político também, e é assim by design. A ASL acredita que o Software
Livre seja o precursor de uma mudança que atinge todos os níveis da sociedade,
com implicações em todas as áreas… Partindo dessa premissa, é impossível
fazer um FISL 100% técnico – mas é possível fazer um FISL essencialmente
técnico, como foi o caso do FISL10.

Entendo que essa posição da ASL com o FISL seja questionada pelos que acham
que o Software Livre é somente escovação de bits, e não os critico por isso:
ninguém é obrigado a se importar com política ou fazer filosofia. Para esses
as 204 sessões técnicas do FISL10 estavam lá, esperando pela sua participação.
Tinha até uma sessão de um turno inteiro para os que quisessem hackear o
kernel do Linux, ou duas horas inteiras para hackear o LTSP! Teve um dia
inteiro de Oficina da TV Digital! Por favor…

Uma coisa o FISL não faz, isso sim: dar importância exagerada ao hacker.
Seguramente eles são postos sob os holofotes (mais do que muitos desejariam),
mas não são somente eles postos sob os holofotes. Será que esse é o erro?
Igualar hackers do Software Livre com seus filósofos em termos de holofotes?
Não sei (e isso é só especulação da minha parte) mas tenho a impressão que
alguns hackers queriam mais atenção (ou pelo menos mais atençao do que
alguns filósofos)...

FISL10 day 4

Posted by – 29/06/2009

Today I finally went to attend some lectures. I decided that since I was to give one and Arena was over, I was allowed to just sit there and pretend I was just attending FISL10 and not organizing it.

Well, first things first. My lecture was on my fork to implement PubSub in XMPP4R-Simple. Nothing really fancy, just describing what we’re doing in Propus with that fork. I can upload the slides if somebody asks to, but everything there’s to know about it is in the code.

After having had lunch with some friends and talking with others I haven’t seen since last year (and that I still hadn’t seen in FISL), I went to the Key Signing Party we organized. That went fine. We had 114 different keys sent, but just 42 showed up for the party (including my 2). I don’t know what is the average in other parties, but I think it was enough given we had the competition of other 12 other activities, and it was a first-time experience.

Later I attended to High-Speed Cryptography and DNSCurve lecture by DJB, which was a really amazing talk. I was moderator for a panel between him and Frederico Neves on Wednesday (as I told you before), and I was present when they debated about NSEC3 and how prone to enumeration attacks it is. Frederico challenged DJB to enumerate NIC.br’s NSEC3 testing network under sec3.br. In this talk he told the audience that he enumerated 23 of the 26 hosts in that network just using desktop-level computers (and not some fancy Gigaflop crypto-breaker station)… that is until he had to prepare the last talk. (I am guessing, but he described the technique here)…

After I just learned how to Fail Faster and Succeed Sooner with Michael Tiemann, another good lecture in which Tiemann told how Fedora is coming from failure to failure until the successful last releases (and how did that tied up with RHEL strategy).

Then I went to the Panel on Electronic Frontier, one I was most curious to go. Really interesting panel talking about freedom in the Internet and how we, as citizens, have to oppose anything that takes away this freedom. One of the many good ideas I learned from that panel was how to fight against traffic shaping (one of the many things almost all ISP does in Brazil and don’t say a word about): building our own Community ISP. I found it an interesting idea, but have to research on how it fits in Brazilian legislation (it may even be unlawful).

My initial intent was to escape before the end of that panel in order to attend the session were DJB would announce this year’s Programming Arena winner group. But before I could get out, Marcelo Branco called me to join the panel in his place, since he had to take care of the proceedings to FISL10 final session. So that was it. I still have to ask Organization Committee who own the Arena…

The final session was kind of crazy. The usual announcements of numbers and a presentation of a piece of President Lula speech. Jon ‘maddog’ Hall recorded a video of the audience inviting Linus to come. It were also announced that FISL11 will be in Usina do Gasômetro. I am not too excited about this place, and I still doubt it’ll be ready to hold an event such as FISL… I’ll just play “wait and see” 😉

As usual, FISL10 most lasting “side-effect” was to see old friends. I am already missing people I am sure I’ll just see again next FISL

I’d like to thank all the people that came to FISL10. Hope you enjoyed and come back for FISL11.

FISL10 day 3 – the day I met the President

Posted by – 28/06/2009

I am a little behind on the reports on FISL, but so much has got my attention during it that blogging was just put in second. I will catch up today, hopefully.

So, during the night of day 2, all those measures I mentioned had to be put in place. That was when I learned that I was suppose to be one of the selected lecturers to meet President Lula in private, representing small free software companies (how awesome!). Others include Peter Sunde, Bdale Garbee, Jon ‘maddog’ Hall, Richard Stallman, Marcelo Tosatti, Pau Garcia-Milá, Sérgio Amadeu, Marcos Mazoni, Ana Amorin, Bruno Souza, Marcelo Branco, Sady Jacques and Mário Teza.

I was told to dress accordingly… I asked what “accordingly” meant (we were in a free software event: jeans and t-shirt seemed “accordingly” to me)… but no reasoning was taken: I had to wear a tie.

Next day I went to PUCRS early, in order to prepare some lines and gather some data I could mention to the President. Something like Free Software adoption rate, which is around 26% per year, or the 134 million USD that this market moved just last year. I would also ask the President to enforce the Free Software priority in training programs sponsored by the Federal Government. I knew I would not have time for a speech or the like, and that this would be more an informal meeting… This, though, was even more difficult to prepare (I would prefer a speech!).

So, I got my pin and went to the Arena to wait for the scheduled evacuation, after which, I was told to wait in the private room, for the President arrival. I was there with the rest of the selected lecturers, so I couldn’t see when he arrived. People told me that he went all around the exposition area, and the user group area, shaking hands and being photographed with everybody there. He even entered the Programming Arena and told the contenders they were “genius” (after all, the Programming Arena was his idea, 3 years ago). People in Debian booth told me he entered the booth and wore a Debian hat…

When he finally entered the private room, everybody had about 2-3 minutes with him in the middle of a circle. Presidential photographer took lots of pictures we were told will be sent to us later this week, but of course some of us also took our own pictures. Some of those are below, taken from Sergio Amadeu’s camera:

Marcelo Branco, President Lula and I

Peter Sunde, Sérgio Amadeu, Marcelo Tosatti - in blue, behind Sérgio -, Richard Stallman, I, Bdale Garbee, Dep. Paulo Pimenta, and President Lula

Jon ‘maddog’ Hall gave him a Tux pin and a DVD with a animation produced only with Free Software (I cannot recall the title). Richard Stallman gave him a printed version of his book. Marcos Mazoni gave him a small totem with the stamp celebrating 10 years of FISL (the stamp was an idea I had two years ago but that we couldn’t do by ourselves – Mazoni’s SERPRO had the same idea and actually did it), and all others (including myself) just told him what we where there for. For me, in particular, he asked where I was born and how I went from being a doctor to own a free software company. I had the impression somebody already told him about me beforehand (Mário or Marcelo, for sure). I told him I was doing both right now… he smiled, hugged me and went on to the next of us.

After that, we were told to take our places in the audience room (FISL3 room in the map), where we heard Marcelo Branco, FISL10 coordinator, Dilma Rousseff, minister of Civil House (and appointed to succeed Lula), and President Lula. It’s easy to find this audience in youtube. Most interesting part of Lula speech, IMHO, can be loosely translated into English as:

I remember the first meeting we had at Granja do Torto [which is the presidential country residence – similar to Camp David, but less aristocratic], in which I understood absolutely nothing about what these people were discussing, and there was an enormous tension between those defending the adoption of Free Software by Brazil and those defending we should just do what we always did – remain the same, buying and paying for others’ intelligence. Thanks God, in our country, the decision to adopt Free Software prevailed.

He also said many things that pleased the audience. People raised a banner asking him to block Azeredo’s bill, and he said the bill was equivalent to censorship and that in Brazil it is “forbidden to forbid”.

After those speeches, he went to some other appointments, and the day 3 of FISL10 was over. I just wish that, if any President comes to FISL again, we’d be warned in advance, so we can prepare the map accordingly, and not have to run last-minute preparations. All in all, a great participation. I think all the hassle we had because of his coming were hugely compensated by what he said.

Propus no Zero Hora

Posted by – 22/06/2009

Diversos amigos me ligaram ou mandaram email para me informar que saí no Zero Hora de domingo, na seção “Dinheiro”. Obviamente eu sabia que tinham tirado nossa foto lá na sede da empresa, mas eu pensava que era para o especial de quarta-feira, que, com certeza, será sobre o FISL… De modo que essa matéria também me pegou de surpresa 🙂

Outra foto nossa saiu no Blog da Vanessa.

Obrigado aos que ligaram comentando o assunto. Nos vemos no FISL10.

Dez razões para não perder o FISL10 de jeito nenhum!

Posted by – 19/06/2009

O FISL tem se tornado, ao longo dos anos, uma data marcada com destaque na agenda de todos os usuários e desenvolvedores de Software Livre da América Latina (do Mundo?)… Não somente deles, na realidade… Os profissionais de TI e todo o ecossitema na volta da Informática está cada vez mais consciente do Software Livre. É com orgulho que digo isso, já que tenho feito parte da organização desse evento… No entanto, essa edição vai estar imperdível! Eis os motivos para que ache isso:

  1. Reencontrar os amigos. O FISL sempre teve esse “viés” social. É muito bom encontrar em carne e osso as pessoas com quem você se relaciona apenas eletronicamente a maioria do tempo. Nesse sentido o FISL sempre me lembrou dos antigos encontros de SysOps ou de usuários de uma ou outra BBS… Bons tempos aqueles.
  2. Encontrar ícones do Software Livre. E temos muitos esse ano! Desde o fundador do movimento (Richard M. Stallman) passando por gente proeminente (como o Michael Tiemann) até membros controversos (Peter Sunde). Isso também é uma característica do FISL: hackers são hackers… Tenham renome e reconhecimento internacional ou não. O trabalho desses ícones não é mais importante do que do anônimo, que luta em um Telecentro comunitário para ensinar crianças carentes e programar… No FISL, eles estão lado-a-lado.
  3. Participar das oficinas. E teremos oficinas muito legais esse ano! Imperdível, por exemplo, a sessão de Kernel Hacking, em que hackers do Kernel ensinarão como participar de seu desenvolvimento.
  4. Ter sua chave assinada por um montão de gente. Até ontem já tínhamos quase 100 chaves inscritas na Festa de Assinatura de Chaves e até o dia 21, quando as inscrições para a festa encerram, seguramente superaremos esse número. (Corra!).
  5. Tentar participar na Arena (sim ainda dá tempo de tentar! Tá valendo 3 Android G1!), ou torcer pelo seu grupo preferido. Além disso, o desafio da Arena será bastante relevante… Pena que não posso revelar mais detalhes 😉
  6. Participar do festival de Robótica Livre… Uma novidade do FISL. Se você tem habilidade suficiente (eu, com certeza, não me incluo nesse grupo) de repente até conseguir alguns planos para montar o seu próprio robozinho…
  7. Tomar uma cerveja (ou refrigerante, suco, etc) com o Peter Sunde (e mais uma galera) no Bar Ocidente.
  8. Distribuir o seu currículo em troca de brindes (ou não)… Sempre é bom ter opções no mercado de trabalho em expansão do Software Livre. Muitas empresas expositoras estão contratando e, com certeza, no FISL elas encontram um grande “celeiro” de talentos entre os participantes.
  9. Atualizar-se com os temas das “Desconferências”, ou debater “Música Para Baixar” no Festival de Cultura Livre. Muita gente acha que o FISL deveria ser mais técnico e tal… Mas a Cultura Livre representa a vitória da nossa filosofia no campo Cultural. Sim! O Software Livre está ensinando a sociedade… Quão legal pode ser isso? (De qualquer forma, pela quantidade e qualidade das sessões técnicas, acho que todos ficarão satisfeitos esse ano).
  10. Conferir as surpresas que estão sendo preparadas. Todos os anos tem alguma, mas esse ano valerá bastante a pena… Podem acreditar!

Os contrastes que o FISL proporciona é o que mais me chama atenção nesse evento. Em que outro lugar você pode ver líderes de corporações, empresários, governantes com toda a segurança ao redor circulando em meio a juventude, aos hackers, aos estudantes e pesquisadores? De um lado, pessoas dando um tempo, lendo emails com o notebook no colo sentados no chão; de outro, grandes negócios sendo fechados por engravatados de grandes empresas. Algumas pessoas acham isso inconveniente, mas eu acho isso fantástico! Icônico até! Uma representação muito interessante dos novos tempos…

Veja… eu sou a fonte mais suspeita para falar do FISL: como eu já disse, tenho orgulho desse evento. Por isso resolvi limitar em 10 as razões nesse artigo (mais do que isso tenho certeza que começaria a ser muito parcial). Obviamente, excluí as razões que se repetem todos os anos… Independentemente disso, cada um tem a sua razão para participar no FISL. Qual é a sua?

FISL10 Subscriptions and Call for Papers Opened

Posted by – 25/03/2009

One of the largest FLOSS events in the world, FISL (International Free Software Forum – in english) subscriptions are already being accepted. They also already called for papers! They’re calling this year’s a “special edition” since they expect to reach 10-thousand attendees (last year exceeded 7-thousand)… this is pretty big if you ask me.

As usual, it will take place at Porto Alegre, and is scheduled from June 24th to 27th. I think we can expect the usual activities (Programming Arena, Interesting Workshops, FLOSS shows, Great Speakers, Brazilian Government), but I think the “special edition” is not just due to the number of attendees. What surprises are being cooked by the Organization Committee is just something we’ll have to wait and see 🙂

See you there!

É tempo de fisl de novo!

Posted by – 14/03/2009

É, já começou. Em breve teremos outra edição do Fórum Internacional Software Livre. Muita coisa aconteceu desde que começou (e desde que me integrei ao comitê organizador)… o evento cresceu e amadureceu rapidamente, tornando-se, talvez, o mais importante no cenário nacional e um dos mais importantes no cenário internacional.

A edição desse ano (de número 10) está sendo chamada de “edição especial”. Claro que sei de muita coisa dos bastidores (e muita coisa que será surpresa para os participantes, por isso não posso divulgar), mas o “especial” dessa edição, mais do que nunca, vai ser construído pela comunidade. Já vi que canais como Facebook e Twitter além do tradicional Orkut estão ativos para o evento e, sabendo que Marcelo Branco está a frente esse ano, já deve ser suficiente para inferir o sucesso da edição.

Já vi o nascimento e a morte de diversos eventos de software livre… Alguns grandes como o FISL, ameaçando tirar-lhe a posição de destaque que conquistou. Mas durante todo o tempo em que estive envolvido, o FISL foi ficando… Todos os anos alguém me pergunta o que eu acho q mantém o FISL vivo, mesmo diante das inúmeras adversidades por que todos os eventos passaram.

Um ingrediente para o sucesso do FISL é a rotatividade. No comitê organizador, pessoas vem e vão, sempre encontrando terreno fértil para as suas melhores idéias, provando que o importante é a renovação: a cada ano o FISL se reinventa. Muitas vezes, paga o preço da inovação: quando decidimos que o sistema de inscrição de um fórum de software livre devia ser, igualmente, software livre não previmos que um erro de programação poderia gerar uma multidão ansiosa diante dos guichês de chegada. Sim, o erro foi corrigido desde então, mas tivemos de ouvir por mais de uma vez “se tivessem usado o software não livre X, nada disso teria acontecido”… Talvez não, mas os princípios do FISL sempre foram mais importantes e sempre deram força para prosseguir.

No entanto, cada vez mais estou convencido que o modelo do FISL é o seu coração, e é o motivo que o mantém forte diante das adversidades: não é uma feira, é um fórum… um lugar aberto para que a comunidade se encontre e, de quebra, assista a algumas palestras sobre algo de seu interesse.

Na Roma antiga, o fórum era o lugar mais importante, onde todos os cidadãos de encontravam. Na Grécia, o ágora (equivalente ao fórum) era o centro político e social, sede das decisões que eram emanadas da reunião dos cidadãos, do coletivo. Seria demagógico dizer que pensei no FISL quando estive nesses dois locais, mas retrospectivamente falando, as semelhanças não podem ser ignoradas. Não é a toa que a principal e maior área da planta do FISL é dedicada aos coletivos de software livre, às comunidades e aos grupos de usuários; não é a toa que as palestras são propostas (e avaliadas) pela comunidade, e que apenas um punhado delas é reservada aos patrocinadores. É tão fácil ver dois hackers combinando um encontro no FISL quanto é fácil imaginar dois cidadãos romanos combinando um encontro em frente ao templo de Pollux e Castor.

Enfim, um grande evento é construído por grandes pessoas. Não estou aqui me referindo ao comitê organizador… Estou me referindo a todos os participantes do FISL: você faz o fórum…

Nos vemos lá!