Fork me on GitHub

Regressão no atendimento do Banco do Brasil 10

Eu sempre disse que o Home Banking do Banco do Brasil era o melhor. Eu sempre achei muito concisa a apresentação, com uma página inicial personalizável com os links para o que você mais usa bem a mão. Até o pequeno probleminha que o tal do “Teclado Virtual” (em Java) representava não me afetava suficiente para mudar a minha opinião. Mais importante que tudo, funcionava perfeitamente no meu Debian.

Há alguns dias fiquei ainda mais feliz com o sistema, quando substituiram o teclado virtual por uma caixa de texto… Finalmente eu podia digitar a minha senha no bloco numérico do teclado “real”. No entanto essa felicidade acabou hoje…

Hoje tentei acessar a minha conta, como sempre faço nessa época do mês. O acesso era ainda mais importante, já que tenho de fazer uma pequena transferência para saldar uma dívida que vence hoje. Uma transferência entre contas BB resolveria o problema… Mal sabia o que me esperava…

Logo após digitar minha agência e conta recebo o aviso que não foi possível instalar o “Módulo de Segurança”, sugerindo que instalasse o Java, junto com um 0800 caso continuasse com problemas. Liguei às 15:55 e depois de 8 minutos na espera, Luciane me atende. Após as confirmações de agência, conta, etc, eis o diálogo:

BB: O Java está instalado? Eu: Sim (pensamento: obviamente).

BB: Desinstalou e instalou novamente? Eu: (p: não… não estou em Windows.) Sim (menti).

BB: Qual a versão do Internet Explorer? Eu: (p: ahh… ela pensou q eu estava no Windows) Nenhuma, eu uso Firefox.

BB: Firefox… sei… Qual a versão do Windows? XP? Eu: Não. Eu uso Linux (p: isso está ficando chato).

(longos segundos depois…) BB: O senhor precisa instalar o Java então. Eu: (p: ai meu Deus!) Eu já instalei o Java! Tenho a versão 1.6.0.15!

(longos segundos depois…) BB: Mas a última versão é a 1.6.0.17… o senhor precisa atualizar. Como o senhor usa Linux, o senhor não precisa do Módulo de Segurança… é só instalar a última versão do Java e pronto. Eu: (p: pouco provável que faça alguma diferença) Ok… Eu vou instalar o negócio… se continuar não funcionando ligo de volta.

Eu sei… eu sei. Pouco provável que uma sub-sub-sub-versão do Java faça qualquer diferença. Ainda mais considerando que essa versão foi lançada no finalzinho de 2009! E que papo é esse de que “Não preciso do Módulo de Segurança”? Mas, vamos lá…

Muito bem… instalada a versão que o BB quer… Vamos a ligação. Agora são 16:42… fico na espera por mais 9 minutos e sou atendido pela mesma Luciane (espantosamente). Verificações de rotina, dou o número do protocolo de atendimento anterior e eis o curto diálogo:

Eu: Bem, atualizei o Java conforme foi solicitado, mas persiste o mesmo erro. BB: Senhor Pablo, eu vou abrir o chamado para o segundo nível entrar em contato com o senhor por que não temos mais procedimentos.

Eu: E quando eles estrarão em contato? BB: Não sei lhe informar já que é outro setor.

Bem… Longos minutos depois ela me pergunta tudo de novo (qual versão disso, qual versão daquilo, blá, blá, blá), me dá um novo número de protocolo e reafirma que o “segundo nível” vai entrar em contato comigo.

Resultado: não paguei a dívida e resolvi blogar a respeito na esperança que o credor se compadeça de mim e perdoe os juros… Enquanto isso não consigo acessar a minha conta, algo que há apenas 10 dias tinha realizado com sucesso, sem atualizar ou instalar nada.

Pra aderir ao Twitt-speech: BB #FAIL!

Eu volto a blogar sobre isso, se (1) encontrar uma solução independentemente; (2) Voltar a funcionar espontâneamente; (3) Na improvável hipótese de ser contatado por um “segundo nível”. Enquanto isso, se alguém souber a solução, comenta aí!

Agora tá tudo explicado 1

Não resisti. Olha só a cópia exclusiva de um email que vazou recentemente:

From: Montgomery Burns
[mailto: Mr.Burns@springfieldnuclearplant.com ]

Sent: Tuesday , November, 09, 2009 3:38PM
Subject: Organizational Announcement

Dear all,

This morning our employee Homer J Simpson decided to leave Springfield
Nuclear Plant.
Please, join me in wishing good luck in his new role in Itaipu.

Mr.
Burns

Agora tá tudo explicado.

Feliz Dia do Médico 0

Eu acho piegas e meio sem sentido as pessoas que escrevem exaltando a própria profissão. Ontem foi dia do Médico e vimos uma saraivada de médicos em condições diferenciadas e reconhecidas professando as dificuldades por que passaram e passam e entoando mantras como “ser médico é sacerdócio” e tantos outros que ouvimos vez por outra. Adivinhem: eu sou médico… e a coisa não é bem assim…

Todos os anos se repete o padrão: perguntam para os médicos mais afortunados o que é ser médico, e o que representa ser médico nos dias de hoje, e as respostas não variam muito no espectro que vai do sacerdócio à poesia. Embora eu compartilhe de muitas dessas visões, insisto que elas só servem para “consumo interno”, e serviriam melhor se fossem guardadas para si, e não proferidas aos quatro ventos. Penso que é um desserviço que esses médicos prestam aos seus semelhantes… “Se medicina é um sacerdócio, vamos tratá-los como padres” é o que pensam os que contratam os médicos, ou seja, com remuneração capuchinha e os mantendo em permanente serviço… em missão. (Na realidade, um padre tem “ajuda de custo” paga pela diocese e que varia conforme a paróquia. Infelizmente não encontrei nada oficial a respeito, mas informações não oficiais trazem valores na ordem de R$ 2.000,00 – sem dedução de impostos, já que não se trata de salário).

Não quero ofender aos que professam essas coisas, muitos dos quais admiro tanto profissional quanto pessoalmente… Mas por que não perguntam para os médicos menos afortunados a mesma coisa? Talvez por que não gostem do que esses tenham a dizer? Talvez porque uma jornada de trabalho extenuante associada a uma remuneração completamente incompatível mantida por algum tempo seja o suficiente para destruir o poeta dentro de cada médico…

Começou a circular em 2003 (a referência mais antiga que tenho é do jornal da Sociedade Brasileira de Cardiologia) um texto que comparava, em Natal/RN, a evolução dos honorários dos médicos com a dos Promotores Públicos. Na época, o autor do texto reclamava que o médico recebia R$ 755,00 (3,14 vezes o salário mínimo) e um promotor público, R$ 8.000,00 (33,33 vezes). Passados 6 anos, melhorou muito! Hoje os médicos recebem R$ 2.000,00 (4,3 vezes) enquanto os promotores públicos, R$ 14.507,19 – inicialmente (31,19 vezes). Nesse ritmo, os médicos e os promores públicos do RN deverão ganhar a mesma coisa lá por 2060! Que avanço!

Tratar de remuneração é fácil e objetivo: os números são frios e qualquer adolescente do ensino médio tem ferramentas para analisá-los (talvez não a experiência para interpretá-los, mas isso é outra história)... Mas não quero tratar só de remuneração… Sem dúvida a medicina tem suas peculiaridades. Tratar com o ser humano doente, enquanto a maioria das profissões trata com o ser humano sadio, não é para qualquer um. Sem dúvida é uma vocação. Concordo com a opinião de um de meus mestres: “Formar um médico é como formar um filósofo”, mas acho que vai além: um filósofo capaz de apoiar o ser humano nos piores momentos de sua vida orgânica, no momento da dor e do sofrimento. Algumas pessoas poderão dizer que existem momentos piores do que esses… na minha humilde opinião, essas pessoas nunca passaram pelos momentos extremos que fazem parte do cotidiano de nossos pacientes.

É verdade que a medicina avançou muito e está em um período particularmente interessante, com avanços em ritmo quase exponencial. Mas com cada avanço, as áreas não cobertas por conhecimento sólido acabam crescendo também, a medida que descobrimos nuances ainda desconhecidos previamente. No entanto, nunca o que aprendemos na faculdade foi mais verdade do que hoje: “Se puderes curar, cura; se não puderes curar, alivia; se não puderes aliviar, consola.”. Nisso se resume a real missão do médico: um pacto inequívoco com o paciente… o médico sempre tem algo a fazer, seja curar, aliviar ou consolar.

Com isso em mente, qualquer pessoa que acredita que saúde se compra está cometendo um erro filosófico grave: está dizendo que os abastados tem mais direito a saúde do que os desafortunados. Ora… a aplicação desse pacto entre médico e paciente não varia de acordo com as condições financeiras do último (ou não deveria), mas varia conforme as do primeiro (infelizmente). Na velocidade pós-moderna de transformação do conhecimento, um médico que recebe uma remuneração que permita uma educação continuada, uma situação familiar e social confortável (sem preocupações), necessidades básicas satisfeitas e tenha uma jornada de trabalho que permita pensar em cada paciente (ao invés de funcionar no “modo automático”) pode mover-se no espectro desse pacto entre consolar e aliviar, ou entre aliviar e curar!

Em última instância, é interesse da sociedade ter médicos bem remunerados. No entanto, a sociedade caminha no sentido oposto: pulveriza as faculdades médicas em nome de interesses comerciais, aumentando o número de vagas, azeitando a “linha de produção” de médicos que acabam em um mercado competitivo, aceitando remunerações vis que, acabam por piorar a própria capacidade de honrar a aplicação daquele pacto. A sociedade entende que temos médicos inaptos e responde criando mais faculdades e o ciclo vicioso está formado, alimentando-se do próprio monstro que criou e sendo alimentado por ele.

Mas aí entram convênios, governos e sistemas de saúde… cada um com o seu próprio conjunto de interesses. Olhando para esses interesses fica cada vez mais difícil acreditar que tenham entrado nessa história do lado dos médicos e pacientes… Mais provável que estejam do seu próprio lado, os convênios forçando cada vez mais trabalho em menos tempo para aumentar seu lucro; os governos usando a saúde como moeda de troca por votos e a falta de regulamentação da profissão como forma de controle dos profissionais; e os sistemas de saúde obrigando pacientes a intermináveis filas para atendimento, às vezes ativamente atuando contra uma maior eficiência.

Aquele texto de 2003 circula até hoje nos emails dos médicos (eu sempre recebo uma ou duas cópias nessa época do ano), invariavelmente adicionado a um chamado a ação, a um chamado para a união dos médicos bonzinhos contra os interesses mauzinhos de convênios, governos e sistemas de saúde. Eu acho tal chamado completamente ineficiente. Os advogados de tal chamado invertem o que propõe o autor original com a ilusão de que é preciso construir um “grande movimento nacional” e então partir para ação… é justamente o contrário! Temos de mudar as pequenas coisas do nosso dia-a-dia, olhando sempre para como melhor podemos exercer a nossa profissão e mostrar para os que nos administram que estamos certos naquele pequeno e específico ponto. Acaba que, fazendo isso, estamos exatamente construindo um “grande movimento nacional”, só que do Jeito Certo™: de baixo para cima.

Apresentando XMPP4R-Observable 0

Há apenas alguns dias fiz uma apresentação no FISL10 sobre a utilização de XMPP PubSub com Ruby e sobre um fork de uma biblioteca popular à qual acrescentei os rudimentos do PubSub. Naquela mesma apresentação listei uma série de problemas que aquela abordagem tem e falei sobre um roadmap para o futuro…

Acontece que acabei me convencendo de que não posso utilizar o PubSub no lado XMPP da biblioteca e uma forma de periodical pooling no lado Ruby. Resolvi, então, substituir a biblioteca que havia forkado por uma versão Observable, preservando as coisas boas do XMPP4R-Simple. O resultado chamei de XMPP4R-Observable, e acabo de publicar no GitHub.

Uma boa parte do código está coberta por testes (e “roubei” alguns dos testes da própria XMPP4R-Simple)... pretendo cobrir o restante ao longo do tempo (contribuições são bem-vindas). Por hora, chamei esse primeiro release de versão 0.5.1 e acrescentei um .gemspec para gerar um .gem automaticamente… No entanto, o GitHub ainda não publicou o .gem… Quando publicar, para instalá-lo deve ser tão simples quanto:


bash# gem sources -a http://gems.github.com
bash# gem install spectra-xmpp4r-observable

Não deixem de reportar qualquer erro. Happy hacking.

Update 2009-09-13 10:29:00: Acabo de confirmar que o .gem foi publicado pelo GitHub.

Update 2009-10-10 20:21:00: O .gem do XMPP4R-Observable vai ser mantido no GemCutter, a partir de hoje.

Caverna do Dragão 0

Uma das coisas que fiz nas minhas férias foi ler o roteiro do último episódio de “Caverna do Dragão” (Dungeons & Dragons para os anglófonos), um desenho animado dos anos 80 que fez a festa dos que eram crianças na época (eu inclusive) e dos que jogavam RPG (novamente, eu inclusive).

Eu tinha ouvido diversas teorias sobre o que representava o Realm da Caverna do Dragão, e o que as crianças estavam fazendo lá… algumas bastante fantasiosas, mas devo admitir que o roteiro real é bem mais interessante do que todas as teorias paralelas. Quem quiser dar uma olhada, o original em inglês está no site do roteirista (eu também achei uma tradução para o português). Não vou estragar a festa de ninguém adiantando o final, mas tenho certeza que vocês vão gostar.

Pena que não produziram o último episódio… Realmente seria um belo encerramento para a série animada… Dei uma procurada por aí e não me aguentei: acabei comprando o pacote com os 5 DVDs da série… Agora é só aguardar a chegada…

Dívidas e nova seção 0

Eu sei, eu sei. Há muito que estou devendo uns posts aqui, principalmente de uma série que deixei inacabada, mas sabem como é… voltei de férias mas todo o resto continuou andando… Recém consegui colocar as coisas em dia e, para piorar, descobri problemas em alguns dos meus códigos que necessitaram atenção imediata (sobre isso farei um post em breve)...

Então esse post é para dizer que reconheço essas dívidas, e que estarei saldando elas em breve. Mas também, com esse post, inauguro uma nova seção nesse blog: a seção Propus. Os posts dessa seção serão agregados no blog da Propus, junto com as postagens dos outros diretores e dos funcionários da Propus.

Happy hacking / blogging.

Mandando pro Subversion algo que só existe no git 0

Eu não sei bem por que tem pessoas que acham que eu sou um expert em git… Caras: só porque eu mantenho alguns projetos no GitHub não quer dizer que virei expert. Toda semana tem algum email para mim perguntanto alguma coisa sobre git… A maioria eu consigo responder já que é coisa básica (ou aponto para alguma documentação e pronto), mas ontem veio uma pergunta meio estranha: Como mandar para o subversion algo que, até o momento, só existe em git?

Essa é interessante… Até agora eu não tinha precisado disso: só estava usando o git para manter projetos que já tinham começado no subversion da empresa… Pesquisando um pouco e adaptando para o estilo de trabalhar da Propus, eis minha proposta:


bash$ cd /caminho/para/o/projetoX
bash$ svn mkdir https://servidor.svn/projetoX -m "Importando do Git" 
bash$ svn mkdir https://servidor.svn/projetoX/trunk -m "Importando do Git" 
bash$ git checkout -b svn
bash$ git svn init https://servidor.svn/projetoX -s
bash$ git svn fetch
bash$ git rebase trunk
(aqui eventualmente o git se "perde", e algum conflito é gerado. Nos
projetos em que isso aconteceu para mim, um "git add arquivo-com-conflito" 
seguido de um "git rebase --continue" foi o suficiente).
bash$ git svn dcommit

Com isso você tem um branch chamado svn que vai espelhar o que está no subversion. A partir de então e só seguir mantendo o código no master (ou em algum branch que quiser), fazer o merge com o branch svn e mandar para cima com um git svn dcommit...

Mitos sobre o FISL #2 13

Continuando a série, hoje vou falar sobre outro mito frequente sobre o FISL: utilização política do FISL e do trabalho de seus voluntários.

Esse é um assunto muito delicado. É realmente muito difícil nivelar o que as pessoas chamam de utilização política. Em última instância, estamos sempre fazendo política, e, como disse no meu artigo anterior, o FISL é também filosófico/político by design. Se baixarmos muito o limiar do que chamamos de utilização política, logo qualquer reunião de bar vira utilização política, entendem?

Para fins desse artigo, vou “inventar” uma definição de acordo com o que, em média, eu percebo seja a crítica que o FISL recebe: que pessoas/grupos/comunidades se utilizem do FISL como plataforma eleitoral, ou mesmo como palanque. Embora essa seja uma definição mais para “utilização partidária”, vou me ater à definição utilizada pelas críticas.

Em um evento que acaba de completar uma década, já tivemos pelo menos 6 sufrágios que importam (estou incluindo 2010, embora eu próprio não ache que seja válido incluí-lo): 3 para Prefeitura/Câmara de Vereadores de Porto Alegre (não acho que outra prefeitura importe, já que o evento ocorre aqui) e 3 para Presidente/Congresso Nacional e Governador/Assembléia Legislativa do RS (também não acho que o pleito de outros estados importe, pelas mesmas razões).

Em primeiro lugar, devemos fazer um apontamento importante: antes de 2004 o FISL era organizado pelo pessoal original, composto principalmente de funcionários públicos (FISL1 à 4, 2000-2003) agrupados em torno do PSL-RS e das bases do PSL-Brasil. A isso chamo de era pré-ASL. No final de 2003 a ASL foi fundada e passou a ser a entidade jurídica responsável pelo FISL (e por um punhado de outros projetos), logo os FISLs a partir de então eu coloco na era pós-ASL, muito embora pessoas ligadas apenas aos PSLs participassem da organização do FISL e não era requerido (como ainda não é) que o indivíduo seja associado à ASL.

Na abertura do FISL1 (2000) houve participação do então governador do RS, Olívio Dutra (PT) e do então prefeito de Porto Alegre, Raul Pont (PT). Naquele ano ocorreram eleições para Prefeitura em que o vencedor foi Tarso Genro (PT), licenciado em 2002, tendo assumido seu vice: João Verle (PT). Esse é o primeiro dos dois anos em que, segundo a minha definição, a possibilidade de ter ocorrido utilização política do FISL não pode ser descartada. Eu não me lembro o que disseram Governador e Prefeito na abertura…

Na abertura do FISL2 (2001) também houve participação do governador Olívio Dutra, mas o prefeito Tarso Genro enviou o vice-prefeito João Verle (PT). Não haviam eleições esse ano, mas no ano seguinte Tarso Genro concorreria ao governo do RS (veja abaixo)...

Na abertura do FISL3 (2002) também houve participação do governador Olívio Dutra e do então prefeito João Verle. Esse é o ano em que ocorre, na esfera federal a eleição do Presidente Lula, e por isso considero que, também nesse ano, a possibilidade de ter ocorrido utilização política do FISL não pode ser descartada.

O prefeito João Verle compareceu ao FISL 4 em 2003 para lançar o “Porto Alegre GNU/Linux” (uma distribuição que não foi adiante criada pelo pessoal do Debian-RS ); no entanto isso importa pouco dentro da definição que estou usando, já que os candidatos eram Raul Pont (PT), José Fogaça (PPS), Onyx Lorenzoni (PFL. não… não é meu parente), Vieira da Cunha (PDT), Mendes Ribeiro Filho (PMDB), entre outros. Além disso, a eleição ocorreu em 2004, e o eleito foi José Fogaça… portanto, se houve “utilização política” do FISL em 2003 pelo PT (o partido “acusado” mais frequentemente nas críticas que leio) ela só serviu para levá-lo a derrota.

De 2004 a 2008 não houve participação do prefeito Fogaça no FISL, apesar de ser convidado todo ano (afinal, o cara é prefeito da cidade!).

No pleito de 2008, em que José Fogaça foi re-eleito, os adversários eram Maria do Rosário (PT), Manuela (PC do B), Luciana Genro (PSol), Onyx Lorenzoni (PFL), Nelson Marchezan Junior (PSDB), entre outros. Não ocorreu nenhuma participação desses candidatos no FISL… No entanto, eu próprio fui a um evento da candidata Maria do Rosário (que é Deputada Federal) para expressar a insatisfação com o projeto de lei do Sen. Azeredo… Fui na condição de cidadão preocupado, já que não sou filiado a partido algum, e, de qualquer forma, o FISL9 já havia encerrado fazia tempo e estávamos preparando o FISL10 (assunto que não foi abordado na conversa com a Deputada). Novamente, se houve “utilização política” por parte do PT, ela só pode ter levado a nova derrota. (Se eu fosse candidato, evitaria me envolver com o FISL, já que esse envolvimento parece pé-frio). A candidata Manuela fez seu site utilizando Software Livre e anunciou isso publicamente, mas não participou do FISL9.

Na esfera federal / estadual o primeiro pleito que importa é o de 2002, quando Lula tornou-se presidente e Germano Rigotto (PMDB) tirou o PT do governo do estado do RS (derrotando Tarso Genro – PT e Antônio Brito – PPS). O governador anterior era Olívio Dutra, qua havia participado das aberturas de todos os FISLs (mais um exemplo de como o FISL é pé-frio). No entanto, Lula não sabia sequer o que era Software Livre nessa época (confessado, em seu pronunciamento no FISL10). Germano Rigotto, esteve na abertura do FISL4 (2003), mas durante seu governo, os avanços que o pessoal que trabalhava no Banrisul conseguiu foram jogados pelo ralo, algo que foi amplamente divulgado pelo PSL-Brasil e PSL-RS. Nessa luta eu também me envolvi marginalmente, mas não conseguimos nada. Quando me refiro ao “pessoal que trabalhava no Banrisul”, incluo alguns dos organizadores da época pré-ASL… em sua maioria funcionários públicos de carreira, o que exclui a utilização política na esfera estadual nesses FISLs. Recentemente o ex-governador Germano Rigotto tem procurado saber mais sobre o Software Livre, e temos enviado informações para sua assessoria quando solicitados. Independentemente de partidos, o Software Livre deve prevalecer… essa é uma das missões da ASL.

Em 2006, como sabemos, Lula (PT) foi re-eleito e o governador Rigotto foi derrotado pela atual governadora Yeda Crusius (PSDB), que, também, nunca compareceu ao FISL. Na edição daquele ano ela foi convidada e chegou a confirmar a vinda, mas não compareceu. No ano anterior (2005) convidamos tanto o presidente quanto o então governador Rigotto, mas nenhum compareceu.

No FISL10 estavam presentes, que eu tenha visto, o Presidente da República, 3 de seus Ministros, a Deputada Manuela, o Deputado Paulo Pimenta (PT) e o prefeito de Porto Alegre José Fograça (agora no PMDB). Em nenhum momento foi mencionado o pleito de 2010 (não duvido que seja, caso eles compareçam no FISL11, mas isso é outra história), a provável canditada Dilma fez um discurso extremamente chato, apenas falando sobre números de utilização e adoção do Software Livre (e em números de outras coisas), o Marcelo Branco (coordenador-geral da ASL) e o Presidente fizeram discursos mais apaixonados, mas nenhum vínculo eleitoral sequer foi mencionado.

O que expus acima encerra a lista de pleitos em que poderia ter ocorrido alguma utilização política do FISL segundo a minha definição. De todos, fico em dúvida em apenas 2 FISLs (FISL1 e FISL3), ambos na era pré-ASL. Se esse mito de utilização política do FISL algum dia foi verdadeiro, isso ocorreu há algum tempo. No entanto, tem um outro mito que roda frequente nessa época pós-FISL: que seus organizadores o utilizam para fins políticos. Isso é bem mais difícil de entender, uma vez que os poucos funcionários públicos remanescentes do grupo original que começou o FISL (ou que se juntaram a ele ao longo dos anos) e que fazem parte da organização do evento têm cada vez menos envolvimento com a ASL e, de qualquer forma, não seriam beneficiados ou prejudicados pelas mudanças políticas já que a maioria é funcionário de carreira. Na realidade, há uma “norma de consenso” extraída da última assembléia dos sócios da ASL que, se possível, ninguém com ligações à esfera pública deve fazer parte do conselho da ASL. Esse é o motivo pelo qual não me candidatei ao conselho no ano passado (minha esposa é funcionária pública). Além disso, nenhum membro do conselho desde que ele foi formado em 2003, concorreu a nenhum cargo público.

Voltando a apenas uma questão pontual com relação a vinda do Presidente da República: nós o convidamos desde sempre, muitas vezes anunciando que o fazemos. Faríamos isso fosse ele o Lula ou fosse quem fosse, e continuaremos fazendo. O fazemos pelo mesmo motivo que a Festa da Uva (por exemplo) o faz: para chamar atenção para a nossa causa. Ninguém pode negar que uma visita presidencial gera repercussões. Embora muitos possam criticar o FISL por querer chamar atenção para si mesmo, ninguém pode negar que, ao fazer isso, o próprio Software Livre fica em evidência, o que concorre para um dos principais objetivos da ASL: “fazer com que o Software Livre seja amplamente incluído na sociedade”.

Sim, o Presidente veio em 2009, com um pleito (em que ele não é candidato) marcado para 2010… mas e se ele viesse em 2007? Sim, poucos sabem, mas em 2007 ele havia confirmado presença (mas não veio). Quem esteve no FISL8 deve lembrar que a parte de exposições havia sido organizada de uma forma quase circular (com a Arena bem no centro)... Aquilo não foi acidental… Tivesse o Presidente comparecido, já estávamos preparados para recebê-lo. Pena que ele não veio… No ano corrente tivemos a resposta durante o evento, quando a maioria do Comitê Organizador nem acreditava mais em sua vinda. Fizemos o que pudemos e muitos trabalharam virando noites para tentar adaptar o FISL10… Entendo que não agradamos a todos, mas acredito que fizemos todo o possível para esse fim (exceto “desconvidar” o Presidente ;) ).

Arena de Programação do FISL10 3

Interrompendo minha série sobre os mitos do FISL (não sei se dá para chamar de interromper algo que recém começou), mas seguindo a minha filosofia de blogar sobre algo que me perguntam frequentemente por email, resolvi falar sobre a Arena de Programação do FISL10. Retomo à série RSN.

Brevemente, a Arena de Programação começou há 3 anos com uma idéia simples: uma competição de programação no meio do FISL. A idéia, parcial e originalmente, foi dada pelo Presidente Lula. Exatamente… O pessoal havia, como de praxe, convidado o Presidente para o FISL (dessa vez a oitava edição). IMHO, um convite justo, já que a luta no front político desde a época do Sérgio Amadeu no ITI pelo fomento a utilização prioritária de Software Livre no governo havia sido adotada por ele pessoalmente. Esse convite já havia se repetido em anos anteriores e se repetiu nos seguintes até que ele finalmente veio esse ano... Mas isso é outra história, o que importa é que naquela ocasião o pessoal que levou o convite ouviu dele que seria interessante uma Olimpíada de Programação (outras Olimpíadas similares ele já havia fomentado, como a de Matemática).

Bem… uma Olimpíada é algo que estava fora de nossa alçada (e julgo que esteja ainda, embora me surpreenda cada vez mais com a capacidade do pessoal de fazer as coisas acontecerem – não duvidaria nada…), mas uma Arena em escala menor era possível, ainda mais que era o segundo ano em que estávamos na FIERGS, e espaço lá havia de sobra. Foi construida uma Arena bem no centro da área de convivência, e o resto vocês já sabem…

No FISL10, tínhamos proposto a realização da Arena edição 3. Já sabíamos, de antemão, que o DJB estaria presente, e tínhamos a idéia de propor como desafio tranformar em algo tangível a sua idéia de DNSCurve. Para isso, queríamos programadores que também entendessem de DNS e o básico de criptografia. O sub-comitê da Arena começou a maquinar uma forma de pré-selecionar essas pessoas e inventaram o seguinte desafio:

  • Uma frase criptografada com um método de tabela (na primeira Arena usamos ROT13) seria escondida em um eco server. Essa frase conteria o código de inscrição;
  • A tabela, ela própria, seria oculta em um registro TXT do DNS de arena.softwarelivre.org.
  • Dicas em um comentário HTML seriam postas públicas na página alusiva à Arena no site do FISL.

Então uma “caça ao tesouro” começou, e o sub-comitê ficou bastante excitado com os resultados iniciais. Duas pessoas quebraram o “código” e se inscreveram antes de mais publicidade ter sido dada à Arena. Em seguida um blog foi iniciado por um terceiro (que, pelo que entendi, nem chegou a participar da Arena), levando diversas pessoas a tentar quebrar o desafio…

Tínhamos 21 espaços na Arena, e 22 pessoas conseguiram quebrar o desafio a tempo. No entanto, apenas 11 compareceram no primeiro dia da Arena, tendo sido divididos em 3 grupos de 3 pessoas e 1 dupla. Com o “coaching” do próprio DJB, a Arena começou, dividida em duas partes não necessariamente separadas (implementar um servidor DNS suportando DNSCurve e um cache DNS idem). No segundo dia tivemos uma baixa e um dos trios acabou virando uma dupla.

A competição seguiu acirrada pelos 3 primeiros dias do FISL. No quarto dia os nossos heróis descansaram, aproveitando o restante do FISL enquando o DJB julgava seu trabalho. O grupo vencedor, que levou os Android G1 oferecidos pelo Google, era composto por:

  • Gustavo F. Padovan
  • João Paulo Rechi Vita
  • Rodrigo Exterckötter Tjäder

Eles receberam seu prêmio durante a apresentação dos vencedores, em uma sessão imediatamente anterior ao encerramento do FISL10, apresentada pelo próprio DJB, que preferiu não se posicionar quanto ao segundo lugar, uma vez que todos os trabalhos estavam muito bons. Os demais participantes da Arena foram:

  • Gabriel Quadros Silva
  • Roberto Miura Honji
  • Lauro Cesar de Oliveira
  • Éverton Ribeiro
  • Paulo Henrique Ahagon
  • Murilo Adriano (desistência)
  • Marcelo Saviski
  • Renan Teston Inácio

Parabéns a todos que participaram do desafio de inscrição, a todos que participaram da Arena, e aos vencedores! Nos vemos, novamente, no FISL11!

Mitos sobre o FISL #1 23

Muita coisa está sendo dita sobre o FISL, tanto de bom quanto de ruim, como sempre acontece. É sempre um tal de alguém cobrar mais palestras técnicas, ou de dizer que o FISL é essencialmente político, ou de cobrar prestação de contas. Mais do mesmo, vindo, invariavelmente, das mesmas pessoas. No entanto, o FISL10 gerou mais feedback positivo do que o contrário. Mesmo com a “interdição” parcial que sofreu no terceiro dia. Logo, antes de começar, quero agradecer a presença e participação de todos.

Com esse artigo eu começo a abordar alguns desses mitos… O primeiro: O FISL é um evento essencialmente político.

Esse é facilmente rebatido. Basta uma pequena olhada na grade de programação. Com a ajuda de um pequeno one-liner bash / perl, dá pra ver que são 204 palestras técnicas contra 175 não-técnicas:


spectra@harad:~$ wget -q -O /dev/stdout http://fisl.softwarelivre.org/10/papers/pub/ | perl -lne '$i++ while m/=.tech_track_[0-9]+/g;END{print $i}'
204
spectra@harad:~$ wget -q -O /dev/stdout http://fisl.softwarelivre.org/10/papers/pub/ | perl -lne '$i++ while m/=.non_tech_track_[0-9]+/g;END{print $i}'
175
spectra@harad:~$

Claro, os critérios para classificar algo como técnico ou não-técnico são subjetivos, e emanam do Comitê de Programa. No entanto, nenhum “Case” foi considerado técnico, assim como as provas da LPI ou a maioria esmagadora da trilha de Ecossistema. Só por isso dá para perceber um viés para considerar coisas técnicas como sendo não-técnicas (talvez o Comitê de Programa esteja escaldado, sei lá). Logo, na realidade, há uma proporção ainda mais favorável a sessões técnicas do que os 53,8% demonstrados acima.

Facilmente, também, se percebe que os que quisessem seguir um caminho puramente técnico teriam de 3 a 8 alternativas concorrentes no mesmo horário (exceto na abertura, no horário prévio ao encerramento e no encerramento do FISL, embora isso também seja questionável). Tendo participado do processo do Comitê de Programa, me entristece ler ou ouvir comentários como “O FISL é político”. Como vimos, isso, além de ser uma simplificação, é um erro. O FISL é político também, e é assim by design. A ASL acredita que o Software Livre seja o precursor de uma mudança que atinge todos os níveis da sociedade, com implicações em todas as áreas… Partindo dessa premissa, é impossível fazer um FISL 100% técnico – mas é possível fazer um FISL essencialmente técnico, como foi o caso do FISL10.

Entendo que essa posição da ASL com o FISL seja questionada pelos que acham que o Software Livre é somente escovação de bits, e não os critico por isso: ninguém é obrigado a se importar com política ou fazer filosofia. Para esses as 204 sessões técnicas do FISL10 estavam lá, esperando pela sua participação. Tinha até uma sessão de um turno inteiro para os que quisessem hackear o kernel do Linux, ou duas horas inteiras para hackear o LTSP! Teve um dia inteiro de Oficina da TV Digital! Por favor…

Uma coisa o FISL não faz, isso sim: dar importância exagerada ao hacker. Seguramente eles são postos sob os holofotes (mais do que muitos desejariam), mas não são somente eles postos sob os holofotes. Será que esse é o erro? Igualar hackers do Software Livre com seus filósofos em termos de holofotes? Não sei (e isso é só especulação da minha parte) mas tenho a impressão que alguns hackers queriam mais atenção (ou pelo menos mais atençao do que alguns filósofos)...

find | while read var; do something "$var"; done 2

Essa vai para a galera que scripta muito bash. É a milésima vez que tenho de repetir esse comando para alguém (na milésima-primeira eu desisto e ponho no blog para referência ;-)).

O pessoal fica estressado com nomes de arquivos com espaços, ou tentando usar xargs com mais de um comando. No loop while você pode colocar o conjunto de comandos que quiser para executar sobre a variável em questão:


bash$ find ~/photos | while read foto; do mogrify -resize 800x "$foto"; done

Simples e eficiente.

Propus no Zero Hora 0

Diversos amigos me ligaram ou mandaram email para me informar que saí no Zero Hora de domingo, na seção “Dinheiro”. Obviamente eu sabia que tinham tirado nossa foto lá na sede da empresa, mas eu pensava que era para o especial de quarta-feira, que, com certeza, será sobre o FISL... De modo que essa matéria também me pegou de surpresa :-)

Outra foto nossa saiu no Blog da Vanessa.

Obrigado aos que ligaram comentando o assunto. Nos vemos no FISL10.

Dez razões para não perder o FISL10 de jeito nenhum! 2

O FISL tem se tornado, ao longo dos anos, uma data marcada com destaque na agenda de todos os usuários e desenvolvedores de Software Livre da América Latina (do Mundo?)... Não somente deles, na realidade… Os profissionais de TI e todo o ecossitema na volta da Informática está cada vez mais consciente do Software Livre. É com orgulho que digo isso, já que tenho feito parte da organização desse evento… No entanto, essa edição vai estar imperdível! Eis os motivos para que ache isso:

  1. Reencontrar os amigos. O FISL sempre teve esse “viés” social. É muito bom encontrar em carne e osso as pessoas com quem você se relaciona apenas eletronicamente a maioria do tempo. Nesse sentido o FISL sempre me lembrou dos antigos encontros de SysOps ou de usuários de uma ou outra BBS… Bons tempos aqueles.
  2. Encontrar ícones do Software Livre. E temos muitos esse ano! Desde o fundador do movimento (Richard M. Stallman) passando por gente proeminente (como o Michael Tiemann) até membros controversos (Peter Sunde). Isso também é uma característica do FISL: hackers são hackers… Tenham renome e reconhecimento internacional ou não. O trabalho desses ícones não é mais importante do que do anônimo, que luta em um Telecentro comunitário para ensinar crianças carentes e programar… No FISL, eles estão lado-a-lado.
  3. Participar das oficinas. E teremos oficinas muito legais esse ano! Imperdível, por exemplo, a sessão de Kernel Hacking, em que hackers do Kernel ensinarão como participar de seu desenvolvimento.
  4. Ter sua chave assinada por um montão de gente. Até ontem já tínhamos quase 100 chaves inscritas na Festa de Assinatura de Chaves e até o dia 21, quando as inscrições para a festa encerram, seguramente superaremos esse número. (Corra!).
  5. Tentar participar na Arena (sim ainda dá tempo de tentar! Tá valendo 3 Android G1!), ou torcer pelo seu grupo preferido. Além disso, o desafio da Arena será bastante relevante… Pena que não posso revelar mais detalhes ;-)
  6. Participar do festival de Robótica Livre... Uma novidade do FISL. Se você tem habilidade suficiente (eu, com certeza, não me incluo nesse grupo) de repente até conseguir alguns planos para montar o seu próprio robozinho…
  7. Tomar uma cerveja (ou refrigerante, suco, etc) com o Peter Sunde (e mais uma galera) no Bar Ocidente.
  8. Distribuir o seu currículo em troca de brindes (ou não)... Sempre é bom ter opções no mercado de trabalho em expansão do Software Livre. Muitas empresas expositoras estão contratando e, com certeza, no FISL elas encontram um grande “celeiro” de talentos entre os participantes.
  9. Atualizar-se com os temas das “Desconferências”, ou debater “Música Para Baixar” no Festival de Cultura Livre. Muita gente acha que o FISL deveria ser mais técnico e tal… Mas a Cultura Livre representa a vitória da nossa filosofia no campo Cultural. Sim! O Software Livre está ensinando a sociedade… Quão legal pode ser isso? (De qualquer forma, pela quantidade e qualidade das sessões técnicas, acho que todos ficarão satisfeitos esse ano).
  10. Conferir as surpresas que estão sendo preparadas. Todos os anos tem alguma, mas esse ano valerá bastante a pena… Podem acreditar!

Os contrastes que o FISL proporciona é o que mais me chama atenção nesse evento. Em que outro lugar você pode ver líderes de corporações, empresários, governantes com toda a segurança ao redor circulando em meio a juventude, aos hackers, aos estudantes e pesquisadores? De um lado, pessoas dando um tempo, lendo emails com o notebook no colo sentados no chão; de outro, grandes negócios sendo fechados por engravatados de grandes empresas. Algumas pessoas acham isso inconveniente, mas eu acho isso fantástico! Icônico até! Uma representação muito interessante dos novos tempos…

Veja… eu sou a fonte mais suspeita para falar do FISL: como eu já disse, tenho orgulho desse evento. Por isso resolvi limitar em 10 as razões nesse artigo (mais do que isso tenho certeza que começaria a ser muito parcial). Obviamente, excluí as razões que se repetem todos os anos… Independentemente disso, cada um tem a sua razão para participar no FISL. Qual é a sua?

PetitionOnline fora do ar! 1

Algumas pessoas me mandaram email me informando que o contador de assinaturas na petição contra o PL do Sen. Azeredo está zerado. Calma. Isso não é um erro aqui. O PetitionOnline está fora do ar… aí não tenho dados para compor o contador. Está tudo funcionando… assim que o site voltar a atividade, o contador deve recomeçar onde parou.

Três Androids G1 de barbada e eu fora! 3

É nessas horas que participar da organização do FISL cobra o seu preço… A Arena de Programação vai premiar com um celular Android G1 (cortesia do Google) os três vencedores desse ano!

Pra piorar a minha situação, o desafio desse ano (tradicionalmente um filtro difícil) não está lá essas coisas… No entanto, ninguém da organização pode participar, isso significa que, se quiser um Android G1 vou ter de comprar um…

Boa sorte aos que conseguirem resolver o desafio.