Oportunidades de Aplicação de Big Data em Saúde: Os Clientes e Os Pesquisadores

Posted by – 21/11/2016

Nos posts anteriores dessa série, listamos os atores e os beneficiários de uma estratégia de Big Data dentro de uma organização de saúde e passamos a analisar as oportunidades de aplicação de Big Data para cada um deles. Concluiremos agora essa série examinando as oportunidades que se apresentam para os Clientes e passando rapidamente por oportunidades para os Pesquisadores.

Os Clientes das organizações de saúde podem ter sua vida bastante facilitada pelos mecanismos de Big Data adotados pelos demais atores. É muito frequente que consultas sejam marcadas para uma data futura contando com a disponibilidade de resultados de exames na tal data. Essas consultas ou são inefetivas ou tornam-se simplesmente uma ausência a mais caso esse exame não esteja disponível. E isso acontece com imagem, com laboratório, com patologia e praticamente com qualquer área de apoio. Ao detectar que um determinado resultado não estará disponível, medidas podem ser tomadas para remarcar a consulta, por exemplo.

Isso é especialmente importante em hospitais terciários, que atendem muitas pessoas que não fazem parte da população local que muitas vezes enfrentaram longos deslocamentos apenas para ver sua intenção malograda pela indisponibilidade de algum dado.

Além disso, ao detectar que um perfil específico de Cliente tem uma necessidade (por exemplo, realização de coletas fora do horário comercial), o sistema pode reorganizar as demais coletas para acomodar aquele perfil, de uma maneira dinâmica, evitando que o Cliente procure outro serviço que tenha a disponibilidade de que necessita.

Propositalmente, não entraremos em detalhes dos benefícios para a população dos Pesquisadores, uma vez que acredito que sejam auto-evidentes: a disponibilidade de dados em múltiplos sistemas e a possibilidade de filtragem uma vez que esses dados estejam disponíveis permite que toda sorte de pesquisa científica seja realizada. Existem grupos coletando dados de pacientes de UTI e alertando para sepse; existem grupos de pesquisa de transplantes alertando para pacientes que desenvolverão rejeição meses antes que ela seja evidente; existem grupos que previnem a re-internação baseado na coleta remota de dados simples.

As possibilidades realmente são muito amplas e a tecnologia permite uma gama de combinações que cientistas de dados podem fazer que simplesmente não tem como ser antecipada.

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