Month: July 2009

Going to Uruguay… Oops!

Posted by – 23/07/2009

Finally we got our much deserved vacation… I was afraid we were not going to be able to take some time off, but, after all, we managed to do it. We planned a short trip to Montevideo and Colonia, in Uruguay. Just 8 days, but enough to get our batteries charged after a intense-energy-draining FISL.

This was intended to be a post on our arrival and first day in Montevideo, but the weather have decided not to cooperate. We actually flew to Montevideo, but when we got there, after two approach attempts, the flight 7488 gave up due to strong transverse winds and we got back to Porto Alegre.

We are now at some hotel arranged by Gol airlines. We would like to get back home, but they told us we’d be placed in the 23:55 flight and that it would be better to remain with the group. Now we should be going back to the airport, but we just got the information that the MVD airport is still closed and we’ll be in the early morning flight tomorrow ūüôĀ

So, our short vacation will end up even shorter… ;-). I hope my next post will be to tell you everything went well with the early flight. For now, let’s zap TV and try to catch up with an old movie or something…

Mandando pro Subversion algo que só existe no git

Posted by – 17/07/2009

Eu n√£o sei bem por que tem pessoas que acham que eu sou um expert em git… Caras: s√≥ porque eu mantenho alguns projetos no GitHub n√£o quer dizer que virei expert. Toda semana tem algum email para mim perguntanto alguma coisa sobre git… A maioria eu consigo responder j√° que √© coisa b√°sica (ou aponto para alguma documenta√ß√£o e pronto), mas ontem veio uma pergunta meio estranha: Como mandar para o subversion algo que, at√© o momento, s√≥ existe em git?

Essa √© interessante… At√© agora eu n√£o tinha precisado disso: s√≥ estava usando o git para manter projetos que j√° tinham come√ßado no subversion da empresa… Pesquisando um pouco e adaptando para o estilo de trabalhar da Propus, eis minha proposta:

bash$ cd /caminho/para/o/projetoX
bash$ svn mkdir https://servidor.svn/projetoX -m "Importando do Git"
bash$ svn mkdir https://servidor.svn/projetoX/trunk -m "Importando do Git"
bash$ git checkout -b svn
bash$ git svn init https://servidor.svn/projetoX -s
bash$ git svn fetch
bash$ git rebase trunk
(aqui eventualmente o git se "perde", e algum conflito é gerado. Nos
projetos em que isso aconteceu para mim, um "git add arquivo-com-conflito"
seguido de um "git rebase --continue" foi o suficiente).
bash$ git svn dcommit

Com isso você tem um branch chamado svn que vai espelhar o que está no subversion. A partir de então e só seguir mantendo o código no master (ou em algum branch que quiser), fazer o merge com o branch svn e mandar para cima com um git svn dcommit

I hate Joey Hess

Posted by – 10/07/2009

OK. I don’t actually hate him… It’s just that I also wanted to buy a Palm Pre and install Debian in it… But living in Brazil and using GSM makes that really hard today. Maybe he can advance me some info: can I migrate my data from my Palm Treo 650 to a Palm Pre? (Anyway, if that is not possible, I’ll just run J-Pilot inside the thing ūüėČ ).

Good luck with your new toy. Keep us posted!

Mitos sobre o FISL #2

Posted by – 07/07/2009

Continuando a série, hoje vou falar sobre outro mito frequente sobre o FISL: utilização política do FISL e do trabalho de seus voluntários.

Esse √© um assunto muito delicado. √Č realmente muito dif√≠cil nivelar o que as pessoas chamam de utiliza√ß√£o pol√≠tica. Em √ļltima inst√Ęncia, estamos sempre fazendo pol√≠tica, e, como disse no meu artigo anterior, o FISL √© tamb√©m filos√≥fico/pol√≠tico by design. Se baixarmos muito o limiar do que chamamos de utiliza√ß√£o pol√≠tica, logo qualquer reuni√£o de bar vira utiliza√ß√£o pol√≠tica, entendem?

Para fins desse artigo, vou “inventar” uma defini√ß√£o de acordo com o que, em m√©dia, eu percebo seja a cr√≠tica que o FISL recebe: que pessoas/grupos/comunidades se utilizem do FISL como plataforma eleitoral, ou mesmo como palanque. Embora essa seja uma defini√ß√£o mais para “utiliza√ß√£o partid√°ria”, vou me ater à defini√ß√£o utilizada pelas cr√≠ticas.

Em um evento que acaba de completar uma d√©cada, j√° tivemos pelo menos 6 sufr√°gios que importam (estou incluindo 2010, embora eu pr√≥prio n√£o ache que seja v√°lido inclu√≠-lo): 3 para Prefeitura/C√Ęmara de Vereadores de Porto Alegre (n√£o acho que outra prefeitura importe, j√° que o evento ocorre aqui) e 3 para Presidente/Congresso Nacional e Governador/Assembl√©ia Legislativa do RS (tamb√©m n√£o acho que o pleito de outros estados importe, pelas mesmas raz√Ķes).

Em primeiro lugar, devemos fazer um apontamento importante: antes de 2004 o FISL era organizado pelo pessoal original, composto principalmente de funcion√°rios p√ļblicos (FISL1 à 4, 2000-2003) agrupados em torno do PSL-RS e das bases do PSL-Brasil. A isso chamo de era pr√©-ASL. No final de 2003 a ASL foi fundada e passou a ser a entidade jur√≠dica respons√°vel pelo FISL (e por um punhado de outros projetos), logo os FISLs a partir de ent√£o eu coloco na era p√≥s-ASL, muito embora pessoas ligadas apenas aos PSLs participassem da organiza√ß√£o do FISL e n√£o era requerido (como ainda n√£o √©) que o indiv√≠duo seja associado à ASL.

Na abertura do FISL1 (2000) houve participa√ß√£o do ent√£o governador do RS, Ol√≠vio Dutra (PT) e do ent√£o prefeito de Porto Alegre, Raul Pont (PT). Naquele ano ocorreram elei√ß√Ķes para Prefeitura em que o vencedor foi Tarso Genro (PT), licenciado em 2002, tendo assumido seu vice: Jo√£o Verle (PT). Esse √© o primeiro dos dois anos em que, segundo a minha defini√ß√£o, a possibilidade de ter ocorrido utiliza√ß√£o pol√≠tica do FISL n√£o pode ser descartada. Eu n√£o me lembro o que disseram Governador e Prefeito na abertura…

Na abertura do FISL2 (2001) tamb√©m houve participa√ß√£o do governador Ol√≠vio Dutra, mas o prefeito Tarso Genro enviou o vice-prefeito Jo√£o Verle (PT). N√£o haviam elei√ß√Ķes esse ano, mas no ano seguinte Tarso Genro concorreria ao governo do RS (veja abaixo)…

Na abertura do FISL3 (2002) também houve participação do governador Olívio Dutra e do então prefeito João Verle. Esse é o ano em que ocorre, na esfera federal a eleição do Presidente Lula, e por isso considero que, também nesse ano, a possibilidade de ter ocorrido utilização política do FISL não pode ser descartada.

O prefeito Jo√£o Verle compareceu ao FISL 4 em 2003 para lan√ßar o “Porto Alegre GNU/Linux” (uma distribui√ß√£o que n√£o foi adiante criada pelo pessoal do Debian-RS ); no entanto isso importa pouco dentro da defini√ß√£o que estou usando, j√° que os candidatos eram Raul Pont (PT), Jos√© Foga√ßa (PPS), Onyx Lorenzoni (PFL. n√£o… n√£o √© meu parente), Vieira da Cunha (PDT), Mendes Ribeiro Filho (PMDB), entre outros. Al√©m disso, a elei√ß√£o ocorreu em 2004, e o eleito foi Jos√© Foga√ßa… portanto, se houve “utiliza√ß√£o pol√≠tica” do FISL em 2003 pelo PT (o partido “acusado” mais frequentemente nas cr√≠ticas que leio) ela s√≥ serviu para lev√°-lo a derrota.

De 2004 a 2008 não houve participação do prefeito Fogaça no FISL, apesar de ser convidado todo ano (afinal, o cara é prefeito da cidade!).

No pleito de 2008, em que Jos√© Foga√ßa foi re-eleito, os advers√°rios eram Maria do Ros√°rio (PT), Manuela (PC do B), Luciana Genro (PSol), Onyx Lorenzoni (PFL), Nelson Marchezan Junior (PSDB), entre outros. N√£o ocorreu nenhuma participa√ß√£o desses candidatos no FISL… No entanto, eu pr√≥prio fui a um evento da candidata Maria do Ros√°rio (que √© Deputada Federal) para expressar a insatisfa√ß√£o com o projeto de lei do Sen. Azeredo… Fui na condi√ß√£o de cidad√£o preocupado, j√° que n√£o sou filiado a partido algum, e, de qualquer forma, o FISL9 j√° havia encerrado fazia tempo e est√°vamos preparando o FISL10 (assunto que n√£o foi abordado na conversa com a Deputada). Novamente, se houve “utiliza√ß√£o pol√≠tica” por parte do PT, ela s√≥ pode ter levado a nova derrota. (Se eu fosse candidato, evitaria me envolver com o FISL, j√° que esse envolvimento parece p√©-frio). A candidata Manuela fez seu site utilizando Software Livre e anunciou isso publicamente, mas n√£o participou do FISL9.

Na esfera federal / estadual o primeiro pleito que importa √© o de 2002, quando Lula tornou-se presidente e Germano Rigotto (PMDB) tirou o PT do governo do estado do RS (derrotando Tarso Genro – PT e Ant√īnio Brito – PPS). O governador anterior era Ol√≠vio Dutra, qua havia participado das aberturas de todos os FISLs (mais um exemplo de como o FISL √© p√©-frio). No entanto, Lula n√£o sabia sequer o que era Software Livre nessa √©poca (confessado, em seu pronunciamento no FISL10). Germano Rigotto, esteve na abertura do FISL4 (2003), mas durante seu governo, os avan√ßos que o pessoal que trabalhava no Banrisul conseguiu foram jogados pelo ralo, algo que foi amplamente divulgado pelo PSL-Brasil e PSL-RS. Nessa luta eu tamb√©m me envolvi marginalmente, mas n√£o conseguimos nada. Quando me refiro ao “pessoal que trabalhava no Banrisul”, incluo alguns dos organizadores da √©poca pr√©-ASL… em sua maioria funcion√°rios p√ļblicos de carreira, o que exclui a utiliza√ß√£o pol√≠tica na esfera estadual nesses FISLs. Recentemente o ex-governador Germano Rigotto tem procurado saber mais sobre o Software Livre, e temos enviado informa√ß√Ķes para sua assessoria quando solicitados. Independentemente de partidos, o Software Livre deve prevalecer… essa √© uma das miss√Ķes da ASL.

Em 2006, como sabemos, Lula (PT) foi re-eleito e o governador Rigotto foi derrotado pela atual governadora Yeda Crusius (PSDB), que, também, nunca compareceu ao FISL. Na edição daquele ano ela foi convidada e chegou a confirmar a vinda, mas não compareceu. No ano anterior (2005) convidamos tanto o presidente quanto o então governador Rigotto, mas nenhum compareceu.

No FISL10 estavam presentes, que eu tenha visto, o Presidente da Rep√ļblica, 3 de seus Ministros, a Deputada Manuela, o Deputado Paulo Pimenta (PT) e o prefeito de Porto Alegre Jos√© Fogra√ßa (agora no PMDB). Em nenhum momento foi mencionado o pleito de 2010 (n√£o duvido que seja, caso eles compare√ßam no FISL11, mas isso √© outra hist√≥ria), a prov√°vel canditada Dilma fez um discurso extremamente chato, apenas falando sobre n√ļmeros de utiliza√ß√£o e ado√ß√£o do Software Livre (e em n√ļmeros de outras coisas), o Marcelo Branco (coordenador-geral da ASL) e o Presidente fizeram discursos mais apaixonados, mas nenhum v√≠nculo eleitoral sequer foi mencionado.

O que expus acima encerra a lista de pleitos em que poderia ter ocorrido alguma utiliza√ß√£o pol√≠tica do FISL segundo a minha defini√ß√£o. De todos, fico em d√ļvida em apenas 2 FISLs (FISL1 e FISL3), ambos na era pr√©-ASL. Se esse mito de utiliza√ß√£o pol√≠tica do FISL algum dia foi verdadeiro, isso ocorreu h√° algum tempo. No entanto, tem um outro mito que roda frequente nessa √©poca p√≥s-FISL: que seus organizadores o utilizam para fins pol√≠ticos. Isso √© bem mais dif√≠cil de entender, uma vez que os poucos funcion√°rios p√ļblicos remanescentes do grupo original que come√ßou o FISL (ou que se juntaram a ele ao longo dos anos) e que fazem parte da organiza√ß√£o do evento t√™m cada vez menos envolvimento com a ASL e, de qualquer forma, n√£o seriam beneficiados ou prejudicados pelas mudan√ßas pol√≠ticas j√° que a maioria √© funcion√°rio de carreira. Na realidade, h√° uma “norma de consenso” extra√≠da da √ļltima assembl√©ia dos s√≥cios da ASL que, se poss√≠vel, ningu√©m com liga√ß√Ķes à esfera p√ļblica deve fazer parte do conselho da ASL. Esse √© o motivo pelo qual n√£o me candidatei ao conselho no ano passado (minha esposa √© funcion√°ria p√ļblica). Al√©m disso, nenhum membro do conselho desde que ele foi formado em 2003, concorreu a nenhum cargo p√ļblico.

Voltando a apenas uma quest√£o pontual com rela√ß√£o a vinda do Presidente da Rep√ļblica: n√≥s o convidamos desde sempre, muitas vezes anunciando que o fazemos. Far√≠amos isso fosse ele o Lula ou fosse quem fosse, e continuaremos fazendo. O fazemos pelo mesmo motivo que a Festa da Uva (por exemplo) o faz: para chamar aten√ß√£o para a nossa causa. Ningu√©m pode negar que uma visita presidencial gera repercuss√Ķes. Embora muitos possam criticar o FISL por querer chamar aten√ß√£o para si mesmo, ningu√©m pode negar que, ao fazer isso, o pr√≥prio Software Livre fica em evid√™ncia, o que concorre para um dos principais objetivos da ASL: “fazer com que o Software Livre seja amplamente inclu√≠do na sociedade”.

Sim, o Presidente veio em 2009, com um pleito (em que ele n√£o √© candidato) marcado para 2010… mas e se ele viesse em 2007? Sim, poucos sabem, mas em 2007 ele havia confirmado presen√ßa (mas n√£o veio). Quem esteve no FISL8 deve lembrar que a parte de exposi√ß√Ķes havia sido organizada de uma forma quase circular (com a Arena bem no centro)… Aquilo n√£o foi acidental… Tivesse o Presidente comparecido, j√° est√°vamos preparados para receb√™-lo. Pena que ele n√£o veio… No ano corrente tivemos a resposta durante o evento, quando a maioria do Comit√™ Organizador nem acreditava mais em sua vinda. Fizemos o que pudemos e muitos trabalharam virando noites para tentar adaptar o FISL10… Entendo que n√£o agradamos a todos, mas acredito que fizemos todo o poss√≠vel para esse fim (exceto “desconvidar” o Presidente ūüėČ ).

Arena de Programação do FISL10

Posted by – 02/07/2009

Interrompendo minha s√©rie sobre os mitos do FISL (n√£o sei se d√° para chamar de interromper algo que rec√©m come√ßou), mas seguindo a minha filosofia de blogar sobre algo que me perguntam frequentemente por email, resolvi falar sobre a Arena de Programa√ß√£o do FISL10. Retomo à s√©rie RSN.

Brevemente, a Arena de Programa√ß√£o come√ßou h√° 3 anos com uma id√©ia simples: uma competi√ß√£o de programa√ß√£o no meio do FISL. A id√©ia, parcial e originalmente, foi dada pelo Presidente Lula. Exatamente… O pessoal havia, como de praxe, convidado o Presidente para o FISL (dessa vez a oitava edi√ß√£o). IMHO, um convite justo, j√° que a luta no front pol√≠tico desde a √©poca do S√©rgio Amadeu no ITI pelo fomento a utiliza√ß√£o priorit√°ria de Software Livre no governo havia sido adotada por ele pessoalmente. Esse convite j√° havia se repetido em anos anteriores e se repetiu nos seguintes at√© que ele finalmente veio esse ano… Mas isso √© outra hist√≥ria, o que importa √© que naquela ocasi√£o o pessoal que levou o convite ouviu dele que seria interessante uma Olimp√≠ada de Programa√ß√£o (outras Olimp√≠adas similares ele j√° havia fomentado, como a de Matem√°tica).

Bem… uma Olimp√≠ada √© algo que estava fora de nossa al√ßada (e julgo que esteja ainda, embora me surpreenda cada vez mais com a capacidade do pessoal de fazer as coisas acontecerem – n√£o duvidaria nada…), mas uma Arena em escala menor era poss√≠vel, ainda mais que era o segundo ano em que est√°vamos na FIERGS, e espa√ßo l√° havia de sobra. Foi construida uma Arena bem no centro da √°rea de conviv√™ncia, e o resto voc√™s j√° sabem…

No FISL10, tínhamos proposto a realização da Arena edição 3. Já sabíamos, de antemão, que o DJB estaria presente, e tínhamos a idéia de propor como desafio tranformar em algo tangível a sua idéia de DNSCurve. Para isso, queríamos programadores que também entendessem de DNS e o básico de criptografia. O sub-comitê da Arena começou a maquinar uma forma de pré-selecionar essas pessoas e inventaram o seguinte desafio:

  • Uma frase criptografada com um m√©todo de tabela (na primeira Arena usamos ROT13) seria escondida em um eco server. Essa frase conteria o c√≥digo de inscri√ß√£o;
  • A tabela, ela pr√≥pria, seria oculta em um registro TXT do DNS de arena.softwarelivre.org.
  • Dicas em um coment√°rio HTML seriam postas p√ļblicas na p√°gina alusiva à Arena no site do FISL.

Ent√£o uma “ca√ßa ao tesouro” come√ßou, e o sub-comit√™ ficou bastante excitado com os resultados iniciais. Duas pessoas quebraram o “c√≥digo” e se inscreveram antes de mais publicidade ter sido dada à Arena. Em seguida um blog foi iniciado por um terceiro (que, pelo que entendi, nem chegou a participar da Arena), levando diversas pessoas a tentar quebrar o desafio…

T√≠nhamos 21 espa√ßos na Arena, e 22 pessoas conseguiram quebrar o desafio a tempo. No entanto, apenas 11 compareceram no primeiro dia da Arena, tendo sido divididos em 3 grupos de 3 pessoas e 1 dupla. Com o “coaching” do pr√≥prio DJB, a Arena come√ßou, dividida em duas partes n√£o necessariamente separadas (implementar um servidor DNS suportando DNSCurve e um cache DNS idem). No segundo dia tivemos uma baixa e um dos trios acabou virando uma dupla.

A competição seguiu acirrada pelos 3 primeiros dias do FISL. No quarto dia os nossos heróis descansaram, aproveitando o restante do FISL enquando o DJB julgava seu trabalho. O grupo vencedor, que levou os Android G1 oferecidos pelo Google, era composto por:

  • Gustavo F. Padovan
  • Jo√£o Paulo Rechi Vita
  • Rodrigo Exterck√∂tter Tj√§der

Eles receberam seu prêmio durante a apresentação dos vencedores, em uma sessão imediatamente anterior ao encerramento do FISL10, apresentada pelo próprio DJB, que preferiu não se posicionar quanto ao segundo lugar, uma vez que todos os trabalhos estavam muito bons. Os demais participantes da Arena foram:

  • Gabriel Quadros Silva
  • Roberto Miura Honji
  • Lauro Cesar de Oliveira
  • √Čverton Ribeiro
  • Paulo Henrique Ahagon
  • Murilo Adriano (desist√™ncia)
  • Marcelo Saviski
  • Renan Teston In√°cio

Parabéns a todos que participaram do desafio de inscrição, a todos que participaram da Arena, e aos vencedores! Nos vemos, novamente, no FISL11!

Mitos sobre o FISL #1

Posted by – 01/07/2009

Muita coisa est√° sendo dita sobre o FISL, tanto de bom quanto de ruim, como
sempre acontece. √Č sempre um tal de algu√©m cobrar mais palestras t√©cnicas, ou
de dizer que o FISL é essencialmente político, ou de cobrar prestação de
contas. Mais do mesmo, vindo, invariavelmente, das mesmas pessoas. No entanto,
o FISL10 gerou mais feedback positivo do que o contr√°rio. Mesmo com a
“interdi√ß√£o” parcial que sofreu no terceiro dia. Logo, antes de come√ßar, quero
agradecer a presença e participação de todos.

Com esse artigo eu come√ßo a abordar alguns desses mitos… O primeiro: O FISL
é um evento essencialmente político.

Esse é facilmente rebatido. Basta uma pequena olhada na grade de
programação
. Com a ajuda de um
pequeno one-liner bash / perl, dá pra ver que são 204 palestras técnicas
contra 175 não-técnicas:


spectra@harad:~$ wget -q -O /dev/stdout http://fisl.softwarelivre.org/10/papers/pub/ | perl -lne '$i++ while m/=.tech_track_[0-9]+/g;END{print $i}'
204
spectra@harad:~$ wget -q -O /dev/stdout http://fisl.softwarelivre.org/10/papers/pub/ | perl -lne '$i++ while m/=.non_tech_track_[0-9]+/g;END{print $i}'
175
spectra@harad:~$

Claro, os critérios para classificar algo como técnico ou não-técnico são
subjetivos, e emanam do Comit√™ de Programa. No entanto, nenhum “Case” foi
considerado técnico, assim como as provas da LPI ou a maioria esmagadora da
trilha de Ecossistema. Só por isso dá para perceber um viés para considerar
coisas técnicas como sendo não-técnicas (talvez o Comitê de Programa esteja
escaldado, sei lá). Logo, na realidade, há uma proporção ainda mais favorável
a sess√Ķes t√©cnicas do que os 53,8% demonstrados acima.

Facilmente, também, se percebe que os que quisessem seguir um caminho
puramente técnico teriam de 3 a 8 alternativas concorrentes no mesmo horário
(exceto na abertura, no horário prévio ao encerramento e no encerramento do
FISL, embora isso também seja questionável). Tendo participado do processo do
Comit√™ de Programa, me entristece ler ou ouvir coment√°rios como “O FISL √©
pol√≠tico”. Como vimos, isso, al√©m de ser uma simplifica√ß√£o, √© um erro. O FISL
é político também, e é assim by design. A ASL acredita que o Software
Livre seja o precursor de uma mudança que atinge todos os níveis da sociedade,
com implica√ß√Ķes em todas as √°reas… Partindo dessa premissa, √© imposs√≠vel
fazer um FISL 100% técnico Рmas é possível fazer um FISL essencialmente
técnico, como foi o caso do FISL10.

Entendo que essa posição da ASL com o FISL seja questionada pelos que acham
que o Software Livre é somente escovação de bits, e não os critico por isso:
ninguém é obrigado a se importar com política ou fazer filosofia. Para esses
as 204 sess√Ķes t√©cnicas do FISL10 estavam l√°, esperando pela sua participa√ß√£o.
Tinha até uma sessão de um turno inteiro para os que quisessem hackear o
kernel do Linux, ou duas horas inteiras para hackear o LTSP! Teve um dia
inteiro de Oficina da TV Digital! Por favor…

Uma coisa o FISL n√£o faz, isso sim: dar import√Ęncia exagerada ao hacker.
Seguramente eles s√£o postos sob os holofotes (mais do que muitos desejariam),
mas não são somente eles postos sob os holofotes. Será que esse é o erro?
Igualar hackers do Software Livre com seus filósofos em termos de holofotes?
Não sei (e isso é só especulação da minha parte) mas tenho a impressão que
alguns hackers queriam mais atenção (ou pelo menos mais atençao do que
alguns filósofos)...